TEMPO
Nasce no Rio de Janeiro, bairro de São Cristóvão, Hamilton de Holanda Vasconcelos Neto, filho dos pernambucanos José Américo e Iélva Nídia.
Ganha de presente seu primeiro instrumento musical, uma escaleta. A primeira música que aprendeu foi Apelo, de Baden Powell e Vinícius de Moraes.
Sua primeira apresentação, dia 05 de setembro, é no Clube do Choro de Brasília, tocando escaleta, seu irmão Fernando César ao cavaquinho e seu pai ao violão.
Ganha de presente de Natal de seu avô Hamilton o primeiro bandolim. A primeira música que aprendeu a tocar no novo instrumento foi “Flor Amorosa “, de Joaquim Calado.

Junto com o aprendizado informal das rodas de choro, Hamilton estuda na Escola de Música de Brasília e começa a aprender violino pelo método tradicional e pelo método japonês Suzuki.
Participa de um espetáculo em homenagem a Waldir Azevedo, no Teatro Nacional, Sala Villa-Lobos, dirigido por Klécius Caldas, onde conhece grandes instrumentistas brasileiros, como Altamiro Carrilho e a jovem Nilze Carvalho.
Com o Dois de Ouro, faz sua primeira apresentação fora de Brasília no Programa Fantástico, da Rede Globo.
Começa seu estudo com o professor de música/violão Everaldo Pinheiro. Nesta época, a cidade de Brasília não tinha professor de bandolim, por isso Hamilton estudou outros instrumentos, sempre aplicando seus aprendizados ao bandolim. Em sua casa, o que mais toca na vitrola são os discos de Jacob, Déo Rian, Pixin- guinha, Tom Jobim e João Gilberto, além das grandes orquestras americanas.
Participa de um grande espetáculo em homenagem a Jacob do Bandolim, no Teatro Nacional, Sala Villa-Lobos, dirigido por Klécius Caldas, onde conhece grandes bandolinistas como Ronaldo do Bandolim (com o conjunto Época de Ouro) e Armandinho, este último, referência definitiva para o então menino Hamilton.
Faz vários shows na Sala Funarte de Brasília e em outros teatros da cidade com o Grupo Dois de Ouro.
Com o Choro & Cia, grupo de jovens chorões, ganha o Prêmio Nacional de Melhor “Grupo de Choro”, no Festival de Música de Goiânia.
Shows na Funarte-Brasília.
Faz sua primeira composição “Chorinho pra Pernambuco”.
Mais um lançamento do Dois de Ouro (com Hamilton, César, Américo, Leander Motta, Sandro Araújo, Rogério Caetano e André Vasconcellos), o CD “A nova cara do velho Choro”, título do jornalista Irlam Rocha Lima. Em um determinado período, o disco é assunto para o Jornal “Gazeta Mercantil” como um fenômeno de vendas. Na rede de Lojas 2001/Gabriela Discos, “vende mais que disco do Rolling Stones”.
Começa uma parceria com o grande violonista, sempre uma fonte de inspiração, Marco Pereira. Marco foi fundamental na evolução da carreira de Hamilton. Com ele, fez suas duas primeiras viagens internacionais, no ano de 98 e 99, para Venezuela e França. Marco também abre portas para Hamilton no Rio de Janeiro, a do mercado da música, e, também, a de sua casa.
Estuda o Concerto para Bandolim e Orquestra de Radamés Gnatalli com Joel Nascimento.
Participa do I Prêmio Visa de MPB Instrumental. Fica com a terceira colocação.
“A nova cara do velho Choro” é escolhido disco do ano pelo Jornal Correio Braziliense. Em Brasília, é inaugurada a primeira escola de Choro do Brasil: “Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello”. Hamilton é um dos professores-fundadores e o primeiro coordenador da escola.
Hermeto Pascoal passa a ser uma referência mais constante.
Passa a ouvir com mais freqüência o Jazz. O repertório de Chick Corea, Keith Jarrett, Pat Metheny, George Benson, John Coltrane, entre outros, já faz parte de suas audições com mais constância.
Faz uma ligação telefônica para o então Senador Arthur da Távola, por meio dos amigos Leandro Pádua e seu pai, Wilmar, perguntando como fazia para criar o “Dia Nacional do Choro”. O senador gosta muito da ideia e escreve um projeto de lei.

Nesse ano, de forma natural e espontânea, Hamilton começa a vislumbrar uma nova possibilidade de se tocar o bandolim. O choro já não é mais a única forma de expressar sua arte. É um ano muito importante. Suas composições já não podem ser classificadas dentro de um só estilo. Ele já pensa em ter um instrumento que possibilite a realização de suas ideias musicais “orquestrais”. A fluência na improvisação é cada vez mais perceptível.
Junto com os amigos Rogério Caetano e Daniel Santiago, cria o “Brasília Brasil”, trio que tem a proposta de fazer música brasileira instrumental de vanguarda. Nessa época, eles ensaiavam praticamente todos os dias, o dia inteiro, em busca de uma linguagem que pudesse realmente ser chamada de arte de vanguarda.
Através do amigo Daniel Santiago, conhece a música mineira mais profundamente. Se apaixona pela música de Milton Nascimento.
Em uma ligação telefônica para o luthier Vergílio Lima, Hamilton faz o seguinte pedido: “Vergílio, preciso de um instrumento novo. Pega as medidas do meu 8 cordas, divide por 4, multiplica por 5 e faz as compensações que você achar necessárias. Vamos tentar chegar na medida ideal de bandolim 10 cordas. Por favor, faz com madeiras baratas que, se por acaso, a gente não gostar o prejuízo não é grande”. Em 3 meses o bandolim 10 cordas estava pronto, e o que era pra ser um protótipo, virou seu instrumento oficial. Faz um show super elogiado no Free Jazz Festival, no Rio e em São Paulo. Seu grupo era formado por Fernando César, Américo, Rogério Cae- tano, Leander Motta, Sandro Araújo, Hamilton Pinheiro. Lança os discos: Luz das Cordas, com Marco Pereira; Abre Alas, com o Brasília Brasil (pela gravadora Velas); Dois de Ouro, com seu irmão Fernando César (Pau Brasil).
O Dois de Ouro cruza fronteiras e toca no Arts Alive Festival, na cidade de Joanesburgo, África do Sul. No mês de dezembro, Hamilton realiza o show “Três é demais”, com Marco Pereira e o bruxo Hermeto Pascoal. Faz uma participação especial no disco “Beth Carvalho canta Nelson Cavaquinho”.As viagens internacionais começam a se tornar mais freqüentes. Faz shows na França, Áustria e Turquia.
Conclui o bacharelado em Composição na Universidade de Brasília. Consegue realizar a meta que tinha se proposto e finaliza, com a orientação de Sérgio Nogueira, o seu Concerto para Bandolim e Orquestra. Se torna o primeiro bandolinista brasileiro a escrever uma obra musical desta importância.
Ganha por unanimidade o Prêmio Icatu-Hartford de Artes como o melhor instrumentista do Brasil. Ganha uma bolsa e uma estadia especial na Cité International des Arts, em Paris, durante 1 ano.
Muda-se para o Rio de Janeiro.
Recebe o carinhoso apelido “Le Prince de la mandoline” pela imprensa francesa.
Faz o trabalho “Eu me transformo em outras” com a cantora Zélia Duncan, junto com Marco Pereira, Gabriel Grossi, Marcio Bahia e Bia Paes Leme. Depois de tantas apresentações e um entrosamento especial, o show vira CD e DVD.
Depois de uma temporada na casa de shows Rio Scenarium, Hamilton forma seu quarteto, com os músicos e seus grandes amigos Daniel Santiago, André Vasconcellos e Marcio Bahia.

Inicia-se a parceria com o produtor multimídia Marcos Portinari onde surge logo a idéia de se gravar o primeiro disco solo já com o Bandolim 10 cordas - “01 Byte 10 cordas”.
Nasce também da parceria o mote “ Moderno é Tradição” que estará em todos discos da dupla desde então, onde o conceito quer dizer que o importante não é o passado, nem o futuro, mas sim o “é”, o momento presente que faz o passado se fundir com o futuro .
Aqui coloca a foto que ainda vou te mandar
Nasce com o disco solo a “HH records” que logo se transforma no atual selo da dupla BRASILIANOS. Hamilton e Marcos criam junto ao selo o manifesto Brasilianos que inspirado na semana moderna de arte de 22 onde se construía uma música feita no Brasil mas com uma antena mundial.
“01 Byte 10 cordas” é a primeira parceria do “Brasilianos” com a gravadora Biscoito Fino. O disco ganha cotação máxima de algumas publicações brasileiras, como “O Globo” e “Folha de S. Paulo” e ganha a cotação “CHOC” da revista “Le monde de la musique”, uma das mais importantes da Europa.
O CD foi gravado ao vivo no “Leblon lounge” que era um espaço criado por Marcos Portinari num shopping de móveis do Rio. Portinari e seu irmão trabalhavam com shoppings levando diversas formas de cultura para o Brasil inteiro e passa a criar projetos que uniam sua paixão pela música e Hamilton de Holanda.
Marcos propõe então ao Conjunto Nacional (Shopping de Brasília), realizar um inédito projeto em shoppings “Cultura em Conjunto Premium”. Projeto que junta poesia, música cantada e música instrumental onde os consumidores trocavam cupons de suas compras por um par de entradas para um show inédito não dentro do shoping, mas no principal teatro de Brasilia (Teatro Nacional) com capacidade de 1500 pessoas. Os convidados eram Zélia Duncan e Tuca Andrada/ João Bosco e Danielle Winits/ Letícia Sabatella/Dudu Nobre, Matheus Nachtergaele/Ivan Lins, entre outros. O projeto vitorioso, ganhou prêmios de melhor evento da cidade e seguiu por mais 3 anos.
Viaja mais de 15 países com seu bandolim.
No Brasil, viaja de norte a sul divulgando seus discos.
O seu quarteto passa a quinteto, agora com o gaitista Gabriel Grossi. Com o quinteto, lança o disco “Brasilianos” (Biscoito Fino/Brasilianos). O disco é uma espécie de manifesto em favor da nova música instrumental brasileira, feita pelos jovens músicos brasileiros.
Hamilton de dedica cada vez mais à atividade de compositor.
Lança os discos “Samba do Avião” (Kind of blue), distribuido na Europa, com a participação do acordeonista francês Richard Galliano; Novas Palavras/New words (Adventure Music), com o bandolinista Mike Marshall, distribuido nos EUA.
Faz uma grande turnê de lançamento nacional do CD Brasilianos, patrocinado pela Natura.
Segue com o projeto “Cultura em Conjunto Premium”, em Brasília - Camila Pitanga/ Alexandre Pires, Letícia Spiller/ Maria Bethânia, entre outros.
Grava participações nos CD/DVD de João Bosco (Obrigado Gente), Ivan Lins (Acariocando) e Flávio Venturini.
É convidado especial de Mike Marshall e David Grisman para o “Mandolin Symposium”, na Califórnia, com a presença de 200 bandolinistas do mundo todo.
Junto com Richard Galliano, toca em alguns dos festivais mais importantes da Europa, como o “Jazz in Marciac” e Festival de Jazz de Paris.
Com o quinteto, faz show histórico na Womex, em Sevilha. Faz turnê na Itália.
Em Brasília, faz o show de comemoração de 25 anos do Dois de Ouro.
Nasce seu segundo filho com Cinara, o pequeno Gabriel.
Faz show com o Quinteto na cidade de Nova Iorque.
Lança os discos Íntimo e Contínua amizade (Brasilianos/Deckdisc), este último com o pianista André Mehmari.
É convidado especial do banjista americano Béla Fleck para dois shows na cidade de São Paulo.
Junto com Yamandu Costa, faz shows históricos no Canecão, Rio de Janeiro e no Auditório Ibirapuera, São Paulo. Também com Yamandu, participa do Projeto NATURA Musical.
Ganha o Prêmio TIM em duas categorias: melhor solista e melhor grupo para seu HH Quinteto.
Realiza o Projeto “Hamilton de Holanda Convida” na cidade de Curitiba.
Mais uma vez é convidado pra participar do Mandolin Symposium nos EUA.
Com o quinteto, faz turnês pela Europa. Dentre os shows, destacam-se “North Sea Jazz”, Bolívar Hall em Londres e Salle Pleyel com Galliano em Paris.
No Rio de Janeiro, toca o Hino Nacional sozinho ao bandolim na abertura dos Jogos Para-Panamericanos.
É nominado ao GRAMMY Latino na categoria melhor disco instrumental com Brasilianos.
Faz participações nos CD/DVD de Elba Ramalho e Ivan Lins.
Participa do show de abertura das comemorações dos 100 anos da imigração japonesa no Brasil junto com Yamandu Costa e Agatsuma Hiromitsu;
Seu disco Brasilianos 2 é indicado ao Grammy Latino como melhor disco de Jazz Latino; o mesmo CD ganha cotação máxima dos jornais O Globo e Jornal do Brasil;
Com o disco Íntimo, é indicado ao Prêmio Tim como melhor solista;
A turnê Brasilianos 2 passa por várias cidades do Brasil e de outros países, como: França, Malásia, Estados Unidos, Portugal, Israel, Itália e Colômbia.
Estreia duo com o percussionista Marcos Suzano;
Toca no Festival de Jazz de Montreux como convidado especial do acordeonista francês Richard Galliano;
Faz shows em 2 dos principais festivais de jazz da Europa: Jazz à Marciac e Jazz à Vienne;
No Theatro Municipal de São Paulo, faz tributo ao disco Vibrações, de Jacob do Bandolim, com o bandolinista Danilo Brito;
Lança o aguardado CD Luz da Aurora, com o violonista Yamandu Costa;
Em Caracas, grava CD com o renomado Ensemble Gurrufío.
Ganha o Prêmio da Música Brasileira como melhor solista com o disco Brasilianos 2;
Faz dois shows históricos em homenagem a Hermeto Pascoal – Brasília e São Paulo – com o quinteto e o próprio homenageado;
Continua sua caminhada pelo Brasil e pelo mundo: Áustria, França, Venezuela, Itália, Espanha, Holanda, Estados Unidos, Alemanha, Eslovênia, Portugal;
Faz show com o pianista italiano Stefano Bollani;
Lança o CD “De Bandolim a Bandolim”, com o mestre Joel Nasci- mento;
Na Venezuela, lança o CD “Sessiones con Hamilton de Holanda”, com o Ensamble Gurrufío;
Ganha o Prêmio da Música Brasileira o Álbum ‘Luz da Aurora’, parceria com Yamandu Costa. O mesmo álbum é nominado para o Grammy Latino como melhor álbum de Música Instrumental;
Se apresenta em Brasília com Milton Nascimento e a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro;
Toca no Memorial da América Latina com o Ensamble Gurrufio;
Em homenagem aos 50 anos de Brasília, realiza um projeto grandioso : escreve a “Sinfonia Monumental” com a parceria de Daniel Santiago e grava com uma Orquestra Sinfônica formada especialmente para o projeto com músicos de Brasília, HH Quinteto e regência de Gil Jardim;
Faz turnê solo na Argentina e Uruguai;
Segue seus voos pelo mundo, com destaque para o Festival Mandolines de Lunel, Macedonia e Áustria.
Ganha o Prêmio da Música Brasileira o Álbum ‘GismontiPascoal’, parceria com André Mehmari, em duas categorias : Melhor Disco Instrumental e Melhor solista. O mesmo álbum é nominado para o Grammy Latino como melhor álbum de Música Instrumental;
Nasce no Rio de Janeiro, bairro de São Cristóvão, Hamilton de Holanda Vasconcelos Neto, filho dos pernambucanos José Américo e Iélva Nídia.
Ganha de presente seu primeiro instrumento musical, uma escaleta. A primeira música que aprendeu foi Apelo, de Baden Powell e Vinícius de Moraes.
Sua primeira apresentação, dia 05 de setembro, é no Clube do Choro de Brasília, tocando escaleta, seu irmão Fernando César ao cavaquinho e seu pai ao violão.
Ganha de presente de Natal de seu avô Hamilton o primeiro bandolim. A primeira música que aprendeu a tocar no novo instrumento foi “Flor Amorosa “, de Joaquim Calado.

Junto com o aprendizado informal das rodas de choro, Hamilton estuda na Escola de Música de Brasília e começa a aprender violino pelo método tradicional e pelo método japonês Suzuki.
Participa de um espetáculo em homenagem a Waldir Azevedo, no Teatro Nacional, Sala Villa-Lobos, dirigido por Klécius Caldas, onde conhece grandes instrumentistas brasileiros, como Altamiro Carrilho e a jovem Nilze Carvalho.
Com o Dois de Ouro, faz sua primeira apresentação fora de Brasília no Programa Fantástico, da Rede Globo.
Começa seu estudo com o professor de música/violão Everaldo Pinheiro. Nesta época, a cidade de Brasília não tinha professor de bandolim, por isso Hamilton estudou outros instrumentos, sempre aplicando seus aprendizados ao bandolim. Em sua casa, o que mais toca na vitrola são os discos de Jacob, Déo Rian, Pixin- guinha, Tom Jobim e João Gilberto, além das grandes orquestras americanas.
Participa de um grande espetáculo em homenagem a Jacob do Bandolim, no Teatro Nacional, Sala Villa-Lobos, dirigido por Klécius Caldas, onde conhece grandes bandolinistas como Ronaldo do Bandolim (com o conjunto Época de Ouro) e Armandinho, este último, referência definitiva para o então menino Hamilton.
Faz vários shows na Sala Funarte de Brasília e em outros teatros da cidade com o Grupo Dois de Ouro.
Com o Choro & Cia, grupo de jovens chorões, ganha o Prêmio Nacional de Melhor “Grupo de Choro”, no Festival de Música de Goiânia.
Shows na Funarte-Brasília.
Faz sua primeira composição “Chorinho pra Pernambuco”.
Mais um lançamento do Dois de Ouro (com Hamilton, César, Américo, Leander Motta, Sandro Araújo, Rogério Caetano e André Vasconcellos), o CD “A nova cara do velho Choro”, título do jornalista Irlam Rocha Lima. Em um determinado período, o disco é assunto para o Jornal “Gazeta Mercantil” como um fenômeno de vendas. Na rede de Lojas 2001/Gabriela Discos, “vende mais que disco do Rolling Stones”.
Começa uma parceria com o grande violonista, sempre uma fonte de inspiração, Marco Pereira. Marco foi fundamental na evolução da carreira de Hamilton. Com ele, fez suas duas primeiras viagens internacionais, no ano de 98 e 99, para Venezuela e França. Marco também abre portas para Hamilton no Rio de Janeiro, a do mercado da música, e, também, a de sua casa.
Estuda o Concerto para Bandolim e Orquestra de Radamés Gnatalli com Joel Nascimento.
Participa do I Prêmio Visa de MPB Instrumental. Fica com a terceira colocação.
“A nova cara do velho Choro” é escolhido disco do ano pelo Jornal Correio Braziliense. Em Brasília, é inaugurada a primeira escola de Choro do Brasil: “Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello”. Hamilton é um dos professores-fundadores e o primeiro coordenador da escola.
Hermeto Pascoal passa a ser uma referência mais constante.
Passa a ouvir com mais freqüência o Jazz. O repertório de Chick Corea, Keith Jarrett, Pat Metheny, George Benson, John Coltrane, entre outros, já faz parte de suas audições com mais constância.
Faz uma ligação telefônica para o então Senador Arthur da Távola, por meio dos amigos Leandro Pádua e seu pai, Wilmar, perguntando como fazia para criar o “Dia Nacional do Choro”. O senador gosta muito da ideia e escreve um projeto de lei.

Nesse ano, de forma natural e espontânea, Hamilton começa a vislumbrar uma nova possibilidade de se tocar o bandolim. O choro já não é mais a única forma de expressar sua arte. É um ano muito importante. Suas composições já não podem ser classificadas dentro de um só estilo. Ele já pensa em ter um instrumento que possibilite a realização de suas ideias musicais “orquestrais”. A fluência na improvisação é cada vez mais perceptível.
Junto com os amigos Rogério Caetano e Daniel Santiago, cria o “Brasília Brasil”, trio que tem a proposta de fazer música brasileira instrumental de vanguarda. Nessa época, eles ensaiavam praticamente todos os dias, o dia inteiro, em busca de uma linguagem que pudesse realmente ser chamada de arte de vanguarda.
Através do amigo Daniel Santiago, conhece a música mineira mais profundamente. Se apaixona pela música de Milton Nascimento.
Em uma ligação telefônica para o luthier Vergílio Lima, Hamilton faz o seguinte pedido: “Vergílio, preciso de um instrumento novo. Pega as medidas do meu 8 cordas, divide por 4, multiplica por 5 e faz as compensações que você achar necessárias. Vamos tentar chegar na medida ideal de bandolim 10 cordas. Por favor, faz com madeiras baratas que, se por acaso, a gente não gostar o prejuízo não é grande”. Em 3 meses o bandolim 10 cordas estava pronto, e o que era pra ser um protótipo, virou seu instrumento oficial. Faz um show super elogiado no Free Jazz Festival, no Rio e em São Paulo. Seu grupo era formado por Fernando César, Américo, Rogério Cae- tano, Leander Motta, Sandro Araújo, Hamilton Pinheiro. Lança os discos: Luz das Cordas, com Marco Pereira; Abre Alas, com o Brasília Brasil (pela gravadora Velas); Dois de Ouro, com seu irmão Fernando César (Pau Brasil).
O Dois de Ouro cruza fronteiras e toca no Arts Alive Festival, na cidade de Joanesburgo, África do Sul. No mês de dezembro, Hamilton realiza o show “Três é demais”, com Marco Pereira e o bruxo Hermeto Pascoal. Faz uma participação especial no disco “Beth Carvalho canta Nelson Cavaquinho”.As viagens internacionais começam a se tornar mais freqüentes. Faz shows na França, Áustria e Turquia.
Conclui o bacharelado em Composição na Universidade de Brasília. Consegue realizar a meta que tinha se proposto e finaliza, com a orientação de Sérgio Nogueira, o seu Concerto para Bandolim e Orquestra. Se torna o primeiro bandolinista brasileiro a escrever uma obra musical desta importância.
Ganha por unanimidade o Prêmio Icatu-Hartford de Artes como o melhor instrumentista do Brasil. Ganha uma bolsa e uma estadia especial na Cité International des Arts, em Paris, durante 1 ano.
Muda-se para o Rio de Janeiro.
Recebe o carinhoso apelido “Le Prince de la mandoline” pela imprensa francesa.
Faz o trabalho “Eu me transformo em outras” com a cantora Zélia Duncan, junto com Marco Pereira, Gabriel Grossi, Marcio Bahia e Bia Paes Leme. Depois de tantas apresentações e um entrosamento especial, o show vira CD e DVD.
Depois de uma temporada na casa de shows Rio Scenarium, Hamilton forma seu quarteto, com os músicos e seus grandes amigos Daniel Santiago, André Vasconcellos e Marcio Bahia.

Lança o disco “01 Byte 10 cordas”, primeiro CD gravado no Brasil com o bandolim 10 cordas solo. Com esse disco é feita a parceria de seu selo “Brasilianos” e a gravadora Biscoito Fino. O disco ganha cotação máxima de algumas publicações brasileiras, como “O Globo” e “Folha de S. Paulo” e ganha a cotação “CHOC” da revista “Le monde de la musique”, uma das mais importantes da Europa. O CD foi gravado ao vivo no “Leblon lounge” pela “H records” que no ano seguinte viraria “Brasilianos”.
Em uma parceria com Marcos Portinari e o Conjunto Nacional (Shopping de Brasília), realiza o vitorioso projeto “Cultura em Conjunto Premium”. Projeto que junta poesia, música cantada e música instrumental. Com Zélia Duncan e Tuca Andrada/ João Bosco e Danielle Winits/ Letícia Sabatella/Dudu Nobre, Matheus Nachtergale/Ivan Lins, entre outros.
Viaja mais de 15 países com seu bandolim.
No Brasil, viaja de norte a sul divulgando seus discos.
O seu quarteto passa a quinteto, agora com o gaitista Gabriel Grossi. Com o quinteto, lança o disco “Brasilianos” (Biscoito Fino/Brasilianos). O disco é uma espécie de manifesto em favor da nova música instrumental brasileira, feita pelos jovens músicos brasileiros.
Hamilton de dedica cada vez mais à atividade de compositor.
Lança os discos “Samba do Avião” (Kind of blue), distribuido na Europa, com a participação do acordeonista francês Richard Galliano; Novas Palavras/New words (Adventure Music), com o bandolinista Mike Marshall, distribuido nos EUA.
Faz uma grande turnê de lançamento nacional do CD Brasilianos, patrocinado pela Natura.
Segue com o projeto “Cultura em Conjunto Premium”, em Brasília - Camila Pitanga/ Alexandre Pires, Letícia Spiller/ Maria Bethânia, entre outros.
Grava participações nos CD/DVD de João Bosco (Obrigado Gente), Ivan Lins (Acariocando) e Flávio Venturini.
É convidado especial de Mike Marshall e David Grisman para o “Mandolin Symposium”, na Califórnia, com a presença de 200 bandolinistas do mundo todo.
Junto com Richard Galliano, toca em alguns dos festivais mais importantes da Europa, como o “Jazz in Marciac” e Festival de Jazz de Paris.
Com o quinteto, faz show histórico na Womex, em Sevilha. Faz turnê na Itália.
Em Brasília, faz o show de comemoração de 25 anos do Dois de Ouro.
Nasce seu segundo filho com Cinara, o pequeno Gabriel.
Faz show com o Quinteto na cidade de Nova Iorque.
Lança os discos Íntimo e Contínua amizade (Brasilianos/Deckdisc), este último com o pianista André Mehmari.
É convidado especial do banjista americano Béla Fleck para dois shows na cidade de São Paulo.
Junto com Yamandu Costa, faz shows históricos no Canecão, Rio de Janeiro e no Auditório Ibirapuera, São Paulo. Também com Yamandu, participa do Projeto NATURA Musical.
Ganha o Prêmio TIM em duas categorias: melhor solista e melhor grupo para seu HH Quinteto.
Realiza o Projeto “Hamilton de Holanda Convida” na cidade de Curitiba.
Mais uma vez é convidado pra participar do Mandolin Symposium nos EUA.
Com o quinteto, faz turnês pela Europa. Dentre os shows, destacam-se “North Sea Jazz”, Bolívar Hall em Londres e Salle Pleyel com Galliano em Paris.
No Rio de Janeiro, toca o Hino Nacional sozinho ao bandolim na abertura dos Jogos Para-Panamericanos.
É nominado ao GRAMMY Latino na categoria melhor disco instrumental com Brasilianos.
Faz participações nos CD/DVD de Elba Ramalho e Ivan Lins.
Participa do show de abertura das comemorações dos 100 anos da imigração japonesa no Brasil junto com Yamandu Costa e Agatsuma Hiromitsu;
Seu disco Brasilianos 2 é indicado ao Grammy Latino como melhor disco de Jazz Latino; o mesmo CD ganha cotação máxima dos jornais O Globo e Jornal do Brasil;
Com o disco Íntimo, é indicado ao Prêmio Tim como melhor solista;
A turnê Brasilianos 2 passa por várias cidades do Brasil e de outros países, como: França, Malásia, Estados Unidos, Portugal, Israel, Itália e Colômbia.
Estreia duo com o percussionista Marcos Suzano;
Toca no Festival de Jazz de Montreux como convidado especial do acordeonista francês Richard Galliano;
Faz shows em 2 dos principais festivais de jazz da Europa: Jazz à Marciac e Jazz à Vienne;
No Theatro Municipal de São Paulo, faz tributo ao disco Vibrações, de Jacob do Bandolim, com o bandolinista Danilo Brito;
Lança o aguardado CD Luz da Aurora, com o violonista Yamandu Costa;
Em Caracas, grava CD com o renomado Ensemble Gurrufío.
Ganha o Prêmio da Música Brasileira como melhor solista com o disco Brasilianos 2;
Faz dois shows históricos em homenagem a Hermeto Pascoal – Brasília e São Paulo – com o quinteto e o próprio homenageado;
Continua sua caminhada pelo Brasil e pelo mundo: Áustria, França, Venezuela, Itália, Espanha, Holanda, Estados Unidos, Alemanha, Eslovênia, Portugal;
Faz show com o pianista italiano Stefano Bollani;
Lança o CD “De Bandolim a Bandolim”, com o mestre Joel Nasci- mento;
Na Venezuela, lança o CD “Sessiones con Hamilton de Holanda”, com o Ensamble Gurrufío;
Ganha o Prêmio da Música Brasileira o Álbum ‘Luz da Aurora’, parceria com Yamandu Costa. O mesmo álbum é nominado para o Grammy Latino como melhor álbum de Música Instrumental;
Se apresenta em Brasília com Milton Nascimento e a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro;
Toca no Memorial da América Latina com o Ensamble Gurrufio;
Em homenagem aos 50 anos de Brasília, realiza um projeto grandioso : escreve a “Sinfonia Monumental” com a parceria de Daniel Santiago e grava com uma Orquestra Sinfônica formada especialmente para o projeto com músicos de Brasília, HH Quinteto e regência de Gil Jardim;
Faz turnê solo na Argentina e Uruguai;
Segue seus voos pelo mundo, com destaque para o Festival Mandolines de Lunel, Macedonia e Áustria.
Ganha o Prêmio da Música Brasileira o Álbum ‘GismontiPascoal’, parceria com André Mehmari, em duas categorias : Melhor Disco Instrumental e Melhor solista. O mesmo álbum é nominado para o Grammy Latino como melhor álbum de Música Instrumental;